Coinbase entra no S&P 500 e legitima o setor cripto

Coinbase agora faz parte do S&P 500. É um grande passo para uma empresa que passou anos lutando contra reguladores como a SEC.

Mas isso vai além da Coinbase.

Segundo Meryem Habibi, da Bitpace, essa inclusão valida as criptomoedas como um investimento legítimo. Até fundos conservadores agora têm exposição cripto.

Jason Kennard, da ARK Invest Europe, disse que é um sinal claro: a infraestrutura cripto amadureceu.

Steve Sosnick, da Interactive Brokers, comentou que investidores que compram fundos do S&P 500 estão, sem saber, comprando cripto via Coinbase.

Coinbase também teve um vazamento de dados recente. Pode custar até 400 milhões de dólares, com milhares de usuários afetados.

Mesmo assim, estar no S&P 500 significa que fundos gigantes como BlackRock e Vanguard precisam investir em Coinbase. Isso pode trazer até 10 bilhões de dólares em capital passivo.

Habibi acredita que isso pode abrir caminho para empresas como Circle ou Fireblocks buscarem listagens públicas.

Mas entrar no S&P 500 não é fácil. Além de ter alto valor de mercado, é preciso ser lucrativo de forma consistente.

Mesmo sem fusão completa, vemos sinais de convergência entre cripto e finanças tradicionais. O uso de blockchain por JPMorgan e o stablecoin do PayPal são bons exemplos.