Coreia do Sul reabre mercado cripto às empresas com teto de 5%

Após quase uma década de restrições, a Coreia do Sul voltou a permitir que empresas invistam em criptomoedas. A mudança, no entanto, vem acompanhada de limites rígidos e forte supervisão regulatória.

A Comissão de Serviços Financeiros anunciou que companhias listadas e investidores profissionais poderão negociar ativos digitais novamente. A proibição havia sido imposta em 2017, quando o país enfrentava intensa especulação de varejo e temores relacionados à lavagem de dinheiro e instabilidade financeira.

Agora, os investimentos corporativos estão limitados a 5% do capital próprio anual da empresa. O objetivo é evitar exposição excessiva ao risco de volatilidade. Além disso, apenas as 20 maiores criptomoedas em valor de mercado, negociadas em exchanges locais regulamentadas, poderão compor as carteiras corporativas.

As plataformas deverão adotar mecanismos de proteção, como fracionamento de ordens e limites de volume, para reduzir impactos bruscos nos preços. Stablecoins ainda estão sob análise específica e podem ser objeto de legislação complementar.

A decisão integra a estratégia nacional para transformar o país em um polo digital até 2026. O futuro Digital Asset Basic Act deve consolidar regras sobre custódia, emissão de tokens e possíveis ETFs de criptomoedas à vista.